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A
população de guarás-vermelhos (Eudocimus ruber) dos manguezais de São
Vicente, Santos e Cubatão é a única do Estado de São Paulo, sendo que
em alguns anos eles se deslocam até a Ilha Comprida para fazerem seus
ninhos, ficando por lá alguns meses. Grande número de indivíduos desta
espécie pode ser encontrado nos manguezais do Norte do Brasil.
O
interessante da população paulista é que apesar de ser uma população
isolada, vem aumentando a cada ano, com mais guarás-vermelhos
habitando os manguezais e bancos de lodo.
Os
manguezais são também o hábitat de espécies como o
socó-caranguejeiro (Nyctanassa violacea), um especialista em predar
caranguejos, o figuinha-do-mangue (Conirostrum bicolor),grandes
bandos de talha-mares (Rynchops niger) também podem ser observados
descansando nos bancos de lodo. Além das espécies residentes,
podemos observar espécies migratórias, algumas vêm da América do
Norte, como as batuíras-de-banco (Charadrius semipalmatus),
maçaricos-pintados (Actitis macularia), batuiruçu (Pluvialis
dominica) e águia-pescadora (Pandion haliaetus), entre outros que
podem ser observados do começo do verão até o final do outono.
Com
embarcação silenciosa, é possível chegar próximo das aves e navegar
por diversos rios da região, mostrando o caminho que as canoas
realizavam na época do descobrimento para alcançar o Porto Geral de
Cubatão, vindas de Porto de Santos antes de seguirem caminho para a
Vila de Piratininga, futura cidade de São Paulo.
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